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O apelado apresenta contra-razões alegando não existir nexo de causalidade entre a venda de fotos da apelante pelo apelado e a perda do pátrio-poder da apelante. Pede a manutenção da sentença “a quo”.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA …. ª VARA CÍVEL DA CIDADE DE ….

Autos nº ….
Autora: ….
Réu: ….

CONTRA-RAZÕES DE RECURSO DE APELAÇÃO

A recorrente moveu ação denominada Reparação de Danos, com o propósito de receber do recorrido a importância de …. (….) salários mínimos, alegando, em suma, ter sofrido, em sua imagem, danos, em virtude da empresa …. ter vendido algumas fotografias, sem a sua autorização, “retratos” que segundo a própria ilação serviram para seu marido destituí-la do pátrio poder do filho …., cujo processo tramitou na ….ª Vara de Família de ….

Em que pese as razões esgrimidas pela autora, a mesma não decorre de lógica, representando ato atentatório à dignidade da justiça, desprovida de sustentação fática e sobretudo jurídica.

Exegeticamente analisando o conflito em tela, vislumbra-se, sem muito esforço mental, que não existe dano para reparar, eis que não houve publicação indevida das fotografias, portanto, a imagem da pseudo lesada não sofreu divulgação e tão pouco foi veiculada nos meios de publicidade.

Em conseqüência, inexiste, no caso em foco, nexo causal entre a reprodução e o resultado, de forma que a sentença proferida no juízo “a quo” deve permanecer intocada, posto que traduz a verdadeira justiça.

Por outro lado, a prova emprestada acostada no caderno processual revela que não foram os retratos fotográficos “sensuais” responsáveis pela perda do pátrio poder do filho menor, mas sim a sindicância, a qual de maneira insofismável, concluiu que a criança estava em situação de iminente risco em face do comportamento liberal da genitora materna, ora recorrente.

De resto, não ficou demonstrado suficientemente a culpa ou dolo da recorrida para os efeitos de ensejar a responsabilidade civil, por conseguinte, a pretensão aduzida carece de respaldo jurídico, despicienda na forma e no mérito.

Isto posto, requer-se a V. Exa., negar provimento ao recurso, uma vez que a decisão do juízo “a quo” representa a correta aplicação do direito.

Pede Deferimento.

…., …. de …. de ….

……………….
Advogado OAB/…

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Author Since: Aug 04, 2018

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